quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

XIX Torneio Internacional de Xadrez "Ciudad de Pamplona"

XIX Torneio Internacional de Xadrez "Ciudad de Pamplona"
O grande mestre alemão Geord Meier foi o campeão do XIX Torneio Internacional de Xadrez "Ciudad de Pamplona", realizado na Espanha, de 21 a 29 de dezembro de 2009.

Classificação final:

1 GM MEIER, Georg 2653 GER 6
2 GM GRANDA ZUÑIGA, Julio E. 2640 PER 6
3 GM LAZNICKA, Viktor 2637 CZE 6
4 GM GEORGIEV, Kiril 2672 BUL 6
5 IM REINALDO CASTIÑEIRA, Roi 2488 ESP 5
6 GM LOPEZ MARTINEZ, Josep Manuel 2589 ESP 4½
7 GM MIRZOEV, Azer 2617 AZE 4½
8 IM ALSINA LEAL, Daniel 2523 ESP 3½
9 IM RECUERO GUERRA, David 2494 ESP 2½
10 IM HUERGA LEACHE, Mikel 2435 ESP 1

[Event "CIUDAD DE PAMPLONA - MAGISTRAL"]
[Site "Pamplona"]
[Date "2009.12.28"]
[Round "8.2"]
[White "Meier, G."]
[Black "Reinaldo Castiñeira, R."]
[Result "1-0"]
[ECO "A30"]
[WhiteElo "2653"]
[BlackElo "2488"]
[PlyCount "75"]
[EventDate "2009.12.21"]

1. Nf3 Nf6 2. c4 e6 3. g3 b6 4. Bg2 Bb7 5. O-O c5 6. Nc3 Be7 7. d4 cxd4 8. Qxd4
d6 9. Bg5 a6 10. Bxf6 Bxf6 11. Qf4 O-O 12. Rad1 Be7 13. Ne4 Bxe4 14. Qxe4 Ra7
15. Nd4 Rd7 16. Bh3 Bf6 17. Nxe6 Re7 18. Nxd8 Rxe4 19. Nb7 Rxe2 20. b4 Rxa2 21.
Rxd6 Rc2 22. Rxb6 Rxc4 23. Na5 Rd4 24. Rc1 Be7 25. Rb1 Rfd8 26. b5 axb5 27.
R1xb5 Ra4 28. Bf5 g6 29. Bc2 Ra1+ 30. Kg2 Nd7 31. Rb7 Bf6 32. Nc6 Rc8 33. Rxd7
Rxc6 34. Bb3 Kg7 35. Rxf7+ Kh6 36. Rbb7 Kg5 37. h4+ Kf5 38. Rb5+ 1-0

[Event "CIUDAD DE PAMPLONA - MAGISTRAL"]
[Site "Pamplona"]
[Date "2009.12.21"]
[Round "1.5"]
[White "Recuero Guerra, D."]
[Black "Mirzoev, A."]
[Result "1/2-1/2"]
[ECO "C69"]
[WhiteElo "2494"]
[BlackElo "2617"]
[PlyCount "63"]
[EventDate "2009.12.21"]

1. e4 e5 2. Nf3 Nc6 3. Bb5 a6 4. Bxc6 dxc6 5. O-O f6 6. d4 Bg4 7. c3 Bd6 8.
Nbd2 Nh6 9. Qb3 Rb8 10. h3 Bd7 11. Nh4 Nf7 12. Ndf3 Qc8 13. Qc2 O-O 14. Nf5
exd4 15. N3xd4 c5 16. Ne2 Re8 17. Nxd6 cxd6 18. Ng3 Bc6 19. Bf4 Qe6 20. Rfe1
Rbd8 21. c4 Ne5 22. b3 b5 23. Bxe5 Qxe5 24. Rac1 g6 25. Qd2 bxc4 26. bxc4 Qe7
27. Nf1 Kg7 28. f3 Rb8 29. Ne3 Rb7 30. Qa5 Qc7 31. Qxc7+ Rxc7 32. Rb1 1/2-1/2

[Event "CIUDAD DE PAMPLONA - MAGISTRAL"]
[Site "Pamplona"]
[Date "2009.12.23"]
[Round "3.1"]
[White "Lopez Martinez, J."]
[Black "Huerga Leache, M."]
[Result "1-0"]
[ECO "B67"]
[WhiteElo "2589"]
[BlackElo "2435"]
[PlyCount "41"]
[EventDate "2009.12.21"]

1. e4 c5 2. Nf3 d6 3. d4 Nf6 4. Nc3 cxd4 5. Nxd4 Nc6 6. Bg5 e6 7. Qd2 a6 8.
O-O-O Bd7 9. f4 h6 10. Bh4 g5 11. fxg5 Ng4 12. Nxc6 Bxc6 13. Be2 Ne5 14. g3 Qa5
15. Kb1 Ng6 16. Rhf1 Nxh4 17. Qf4 O-O-O 18. gxh4 hxg5 19. Qxf7 Rxh4 20. Qxe6+
Kb8 21. Rxf8 1-0

Match Korchnoi-Spassky

A "Batalha dos Gigantes" entre Boris Spassky e Viktor Korchnoi, um duelo em 8 partidas, disputado em Elista (Kalmukia, Rússia), entre 17 e 27 de Dezembro de 2009, terminou empatado.
O marcador final foi 4-4, duas vitórias para cada jogador e quatro empates, numa luta intensa, que certamente justificou a bolsa de prêmios superior a 20.000 dólares.

Event "Match"]
[Site "Kalmykia RUS"]
[Date "2009.12.18"]
[Round "1"]
[White "Korchnoi,V"]
[Black "Spassky,B"]
[Result "1-0"]
[WhiteElo "2567"]
[BlackElo "2548"]
[EventDate "2009.12.18"]
[ECO "E21"]

1. d4 Nf6 2. c4 e6 3. Nc3 Bb4 4. Nf3 b6 5. Qb3 a5 6. Bg5 Bb7 7. e3 h6 8.
Bxf6 Qxf6 9. Be2 d6 10. O-O Bxc3 11. bxc3 Nd7 12. Qa4 Ke7 13. Rab1 Rhd8 14.
Nd2 Kf8 15. Bf3 Bxf3 16. Nxf3 Qe7 17. e4 e5 18. Rfe1 Kg8 19. Qc6 Nf6 20. c5
Qd7 21. Qxd7 Nxd7 22. cxd6 cxd6 23. g3 Rac8 24. Re3 Rc7 25. dxe5 dxe5 26.
Kg2 Rdc8 27. Rd1 Nf6 28. Nxe5 Rxc3 29. Rxc3 Rxc3 30. Rd8+ Kh7 31. f3 Rc2+
32. Kh3 Rxa2 33. Nxf7 Ng8 34. Nd6 Rd2 35. e5 a4 36. Ra8 b5 37. f4 b4 38.
Rxa4 b3 39. Rb4 b2 40. Rb7 Rc2 41. Nf5 Kh8 42. Ne3 Rd2 43. Nc4 Rc2 44. Nxb2
h5 45. Nd3 Nh6 46. Rb2 Rc7 47. Rb1 1-0

[Event "Match"]
[Site "Kalmykia RUS"]
[Date "2009.12.19"]
[Round "2"]
[White "Spassky,B"]
[Black "Korchnoi,V"]
[Result "1/2-1/2"]
[WhiteElo "2548"]
[BlackElo "2567"]
[EventDate "2009.12.18"]
[ECO "C00"]

1. e4 e6 2. c4 d5 3. exd5 exd5 4. cxd5 Nf6 5. Bb5+ Nbd7 6. Nc3 Be7 7. d4
O-O 8. Nf3 Nb6 9. O-O Bf5 10. Re1 Nfxd5 11. Ne4 Bb4 12. Bd2 Bxd2 13. Qxd2
Nf6 14. Nc5 Rb8 15. h3 c6 16. Bf1 Nbd7 17. Qf4 Bg6 18. Bc4 Nb6 19. Bb3 Nbd5
20. Qd2 b6 21. Nd3 Rc8 22. Nde5 Qd6 23. Nxg6 hxg6 24. Rac1 Rfd8 25. Ne5 Nd7
26. Nc4 Qf6 27. Ne3 Nxe3 28. Qxe3 Nf8 29. Qe5 Qxe5 30. Rxe5 Rc7 31. Rce1
Rxd4 32. Re7 Rxe7 33. Rxe7 Ne6 34. Rxa7 c5 35. Bxe6 fxe6 36. Rb7 Rb4 37. b3
Kf8 38. Kf1 c4 39. bxc4 Rxc4 40. Rxb6 Rc1+ 41. Ke2 Rc2+ 42. Ke3 Rxa2 43.
Rxe6 Kf7 44. Rb6 Ra3+ 45. Kf4 Ra2 46. Kg3 g5 1/2-1/2

[Event "Match"]
[Site "Kalmykia RUS"]
[Date "2009.12.20"]
[Round "3"]
[White "Korchnoi,V"]
[Black "Spassky,B"]
[Result "1/2-1/2"]
[WhiteElo "2567"]
[BlackElo "2548"]
[EventDate "2009.12.18"]
[ECO "E21"]

1. d4 Nf6 2. c4 e6 3. Nc3 Bb4 4. Nf3 b6 5. Qb3 a5 6. e3 Bb7 7. a3 Bxc3+ 8.
Qxc3 Ne4 9. Qc2 a4 10. Be2 d6 11. O-O Nd7 12. Ne1 f5 13. f3 Nef6 14. Nd3
Qe7 15. Bd2 O-O 16. Nc1 e5 17. Na2 e4 18. Nc3 exf3 19. Bxf3 Ne4 20. Be1
Ndf6 21. Bh4 Ra7 22. Bxf6 Rxf6 23. Nxa4 Ng5 24. Bxb7 Qxe3+ 25. Kh1 Rxb7 26.
Nc3 Ne4 27. Nxe4 fxe4 28. Rfe1 Qd3 29. Qxd3 exd3 30. Re8+ Kf7 31. Re3 b5
32. c5 dxc5 33. dxc5 b4 34. Rxd3 bxa3 35. bxa3 Rc6 36. Rf1+ Kg6 37. Rc3 Rb5
38. Rfc1 Kf5 39. Kg1 Ke4 40. Kf2 Rb2+ 41. R1c2 Rxc2+ 42. Rxc2 Kd3 43. Rc1
Kd2 44. Rc4 Kd3 45. Rf4 g6 46. Rf7 h5 47. Rf3+ Kd4 48. Rg3 Rf6+ 49. Ke2
Kxc5 50. Rc3+ Kb6 1/2-1/2

[Event "Match"]
[Site "Kalmykia RUS"]
[Date "2009.12.21"]
[Round "4"]
[White "Spassky,B"]
[Black "Korchnoi,V"]
[Result "1/2-1/2"]
[WhiteElo "2548"]
[BlackElo "2567"]
[EventDate "2009.12.18"]
[ECO "C14"]

1. e4 e6 2. d4 d5 3. Nc3 Nf6 4. Bg5 Be7 5. e5 Nfd7 6. Bxe7 Qxe7 7. f4 Nb6
8. Nf3 Bd7 9. Qd2 a6 10. a4 a5 11. Qe3 Qb4 12. b3 Nc8 13. h3 Ne7 14. g4 c5
15. Kf2 cxd4 16. Nxd4 O-O 17. Bd3 Nbc6 18. Nf3 f6 19. Na2 Qa3 20. Nc3 Qb4
21. Na2 Qa3 22. Nc3 Qb4 1/2-1/2

[Event "Match"]
[Site "Kalmykia RUS"]
[Date "2009.12.23"]
[Round "5"]
[White "Korchnoi,V"]
[Black "Spassky,B"]
[Result "0-1"]
[WhiteElo "2567"]
[BlackElo "2548"]
[EventDate "2009.12.18"]
[ECO "A28"]

1. c4 e5 2. Nc3 Nc6 3. Nf3 Nf6 4. a3 d5 5. cxd5 Nxd5 6. Qc2 Be7 7. e3 a6 8.
Bc4 Nb6 9. Bd3 Qd7 10. b3 f5 11. e4 g5 12. exf5 g4 13. Nxe5 Nxe5 14. Be4
Nc6 15. Ne2 Bf6 16. Rb1 Qd6 17. h3 gxh3 18. Rxh3 Bd7 19. Rd3 Qf8 20. Bxc6
Bxc6 21. Re3+ Kd7 22. Bb2 Nd5 23. Qd3 Bxb2 24. Rxb2 Qxa3 25. Rc2 Rae8 26.
Qd4 Kc8 0-1

[Event "Match"]
[Site "Kalmykia RUS"]
[Date "2009.12.24"]
[Round "6"]
[White "Spassky,B"]
[Black "Korchnoi,V"]
[Result "0-1"]
[WhiteElo "2548"]
[BlackElo "2567"]
[EventDate "2009.12.18"]
[ECO "C49"]

1. e4 e5 2. Nf3 Nc6 3. Nc3 Nf6 4. Bb5 Bb4 5. O-O O-O 6. d3 Bxc3 7. bxc3 d6
8. Bg5 Bd7 9. Nd2 h6 10. Bh4 g5 11. Bg3 Ne7 12. Bxd7 Qxd7 13. Nc4 Qe6 14.
Ne3 Kh7 15. c4 Rg8 16. Rb1 b6 17. c3 Ng6 18. Rb2 c6 19. f3 d5 20. cxd5 cxd5
21. d4 dxe4 22. d5 Qc8 23. fxe4 Nf4 24. Qc2 Qa6 25. c4 Rac8 26. a4 Ne8 27.
Rc1 Nd6 28. Be1 Rc7 29. g3 Nh3+ 30. Kh1 g4 31. Bb4 Nxc4 32. Bd6 Nxd6 33.
Qxc7 Rc8 34. Qxc8 Nxc8 35. Nxg4 Nd6 0-1

[Event "Match"]
[Site "Kalmykia RUS"]
[Date "2009.12.25"]
[Round "7"]
[White "Korchnoi,V"]
[Black "Spassky,B"]
[Result "0-1"]
[WhiteElo "2567"]
[BlackElo "2548"]
[EventDate "2009.12.18"]
[ECO "E11"]

1. d4 Nf6 2. c4 e6 3. Nf3 Bb4+ 4. Nbd2 d5 5. a3 Be7 6. Qc2 b6 7. e4 dxe4 8.
Nxe4 Bb7 9. Bd3 Nbd7 10. b4 a5 11. b5 c5 12. bxc6 Bxc6 13. Ned2 Rc8 14. Qb1
O-O 15. O-O Qc7 16. Re1 Bd6 17. Bb2 Rfd8 18. Qd1 Bf4 19. Qe2 Qd6 20. Nf1
Nc5 21. Bc2 Na4 22. Bxa4 Bxa4 23. g3 Bh6 24. Ne5 g6 25. Qf3 Bg7 26. Ne3 Be8
27. Rab1 Nd7 28. Nxd7 Bxd7 29. d5 e5 30. Qe2 Rb8 31. Nd1 Rdc8 32. Bxe5 Bxe5
33. Qxe5 Qxe5 34. Rxe5 Rxc4 35. Re7 Bh3 36. Ne3 Rc3 37. a4 Kf8 38. d6 Rbc8
39. f3 Rd3 40. Re4 Be6 41. g4 Rxd6 42. Kf2 Rc5 43. Rb2 Ke7 44. Kg3 Kd7 45.
h4 Kc7 46. h5 0-1

[Event "Match"]
[Site "Kalmykia RUS"]
[Date "2009.12.26"]
[Round "8"]
[White "Spassky,B"]
[Black "Korchnoi,V"]
[Result "1/2-1/2"]
[WhiteElo "2548"]
[BlackElo "2567"]
[EventDate "2009.12.18"]
[ECO "C42"]

1. e4 e5 2. Nf3 Nf6 3. Nxe5 d6 4. Nf3 Nxe4 5. Qe2 Qe7 6. d3 Nf6 7. Bg5
Qxe2+ 8. Bxe2 Be7 9. Nc3 h6 10. Bf4 O-O 11. O-O-O c6 1/2-1/2

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

sábado, 8 de novembro de 2008

Origem do xadrez:

Existem muitas mitologias a respeito da origem do xadrez:

Segundo a lenda, numa província indiana chamada Taligana havia um poderoso rajá que havia perdido o filho em batalha. O rajá estava em constante depressão e passou a descuidar-se de si e do reino. Certo dia o rajá foi visitado por Sessa, que apresentou ao rajá um tabuleiro com 64 casas brancas e negras com diversas peças que representava a infantaria, a cavalaria, os carros de combate, os condutores de elefantes, o principal vizir e o próprio rajá. Sessa explicou que a prática do jogo daria conforto espiritual ao rajá, que finalmente encontraria a cura para a sua depressão, o que realmente ocorreu. O rajá, agradecido, insistiu para que Sessa aceitasse uma recompensa por sua invenção e o brâmane pediu simplesmente um grão de trigo para a primeira casa do tabuleiro, dois para a segunda, quatro para a terceira, oito para a quarta e assim sucessivamente até a última casa. Espantado com a modéstia do pedido, o rajá ordenou que fosse pago imediatamente a quantia em grãos que fora pedida. Depois que foram feitos os cálculos, os sábios do rajá ficaram atônitos com o resultado que a quantidade grãos havia atingido, pois, segundo eles, toda a safra do reino durante 2.000 anos não seriam suficientes para cobri-la. Impressionado com a inteligência do brâmane, o rajá o convidou para ser o principal vizir do reino, sendo perdoado por Sessa de sua grande dívida em trigo.
Muito embora diversas civilizações antigas tenham sido apontadas como o berço do xadrez, tais como o Antigo Egito e a China dinástica, na atualidade a maioria dos pesquisadores concorda que o jogo tenha se originado na Índia por volta do Século VI d.C., na forma de uma antiga forma de xadrez com regras diferentes das atuais e denominado Chaturanga em sânscrito. Posteriormente o Chaturanga difundiu-se na Pérsia durante o Século VII, recebendo o nome persa Shatranj, provavelmente com regras diferenciadas em relação ao jogo indiano. O Shatranj, por sua vez, foi assimilado pelo Mundo Islâmico após a conquista da Pérsia pelos muçulmanos, porém as peças se mantiveram durante muito tempo com os seus nomes persas originais. Dentre os praticantes de Shatranj à época, aqueles que mais se notabilizaram foram al-Razi, al-Adli e o historiador al-Suli e seu discípulo e sucessor al-Lajlaj. Diversos estudos foram feitos por al-Suli com o objetivo de compreender os princípios das aberturas e os finais de partida, além de classificar os praticantes de Shatranj em cinco categorias em razão de sua força de jogo Na passagem do primeiro milênio da nossa era, o jogo já tinha se difundido por toda a Europa e atingido a Península Ibérica no Século X, sendo citado no manuscrito do Século XIII, o Libro de los juegos, que discorria sobre o Shatranj, dentre outros jogos.

Origens do xadrez moderno (1450-1850):

As peças no jogo antecessor ao xadrez eram muito limitadas em seus movimentos: o elefante (o antecessor do moderno bispo) somente podia mover-se em saltos por duas casas nas diagonais, o vizir (o antecessor da dama) somente uma casa nas diagonais, os peões não podiam andar duas casas em seu primeiro movimento e não existia ainda o roque. Os peões somente podiam ser promovidos a vizir que era a peça mais fraca, depois do peão, em razão da sua limitada mobilidade. Por volta do ano de 1200, as regras do xadrez começaram a sofrer modificações na Europa e aproximadamente em 1475, deram origem ao jogo assim como o conhecemos nos dias de hoje. As regras modernas foram adotadas primeiramente na Itália (ou, segundo outras fontes, na Espanha): os peões adquiriram a capacidade de mover-se por duas casas no seu primeiro movimento e de tomar outros peões en passant, enquanto bispos e damas obtiveram sua mobilidade atual. A dama tornou-se a peça mais poderosa do jogo. Estas mudanças rapidamente se difundiram por toda a Europa Ocidental, com exceção das regras sobre o empate, cuja diversidade de local para local somente se consolidou em regras únicas no início do Século XIX. Por esta época iniciou-se o desenvolvimento da teoria enxadrística. A mais antiga obra impressa sobre o xadrez, Repetición de Amores y Arte de Ajedrez, escrito pelo sacerdote espanhol Luís de Lucena, foi publicado em Salamanca no ano de 1497. Lucena e outros antigos mestres do Séculos XVI e XVII, como o português Pedro Damiano de Odemira, os italianos Giovanni Leonardo Di Bonna, Giulio Cesare Polerio, Gioacchino Greco e o bispo espanhol Ruy López de Segura, desenvolveram elementos de aberturas e defesas, tais como Abertura Italiana, Ruy López e o Gambito do Rei, além de terem feito as primeiras análises sobre os finais. No Século XVIII, a França passou a ocupar o centro dos acontecimentos enxadrísticos. Os mais importantes mestres eram o músico André Philidor, que descobriu a importância dos peões na estratégia do xadrez, e Louis de la Bourdonnais que venceu uma famosa série de matches contra o mais forte enxadrista britânico da época, Alexander McDonnell, em 1834. O centro da vida enxadrística nesse período eram as coffee houses nas maiores cidades européias, dentre elas o Café de la Régence em Paris e o Simpson’s Divan em Londres. Durante todo o Século XIX, as entidades enxadrísticas se desenvolveram rapidamente. Diversos clubes de xadrez e vários livros sobre enxadrismo foram publicados. Passaram a ocorrer matches por correspondência entre cidades, tais como o ocorrido entre o London Chess Club contra o Edinburgh Chess Club em 1824. As composições de xadrez tornaram-se comuns nos jornais, nos quais Bernhard Horwitz, Josef Kling e Samuel Loyd compuseram alguns dos mais famosos problemas de xadrez daquela época. No ano de 1843, a primeira edição do Handbuch des Schachspiels foi publicada, escrita pelos mestres germânicos Paul Rudolf von Bilguer e Tassilo von Heydebrand, sendo considerada a primeira obra completa sobre a teoria enxadrística.

O xadrez como esporte (1850-1945):

O primeiro torneio moderno de enxadrismo ocorreu em Londres em 1851. O campeão foi o alemão Adolf Anderssen, relativamente desconhecido à época, sendo aclamado como o melhor enxadrista do mundo. O seu estilo enérgico e brilhante, tornou-se muito popular, sendo imitado pelos outros praticantes. Suas partidas repletas de sacrifícios, tais como a Imortal ou a Sempreviva, foram consideradas como as mais altas realizações da arte enxadrística. A Imortal é citada por alguns autores como a mais famosa partida da história do enxadrismo Uma visão mais profunda sobre a estratégia enxadrística veio com dois jovens enxadristas: Paul Morphy e Wilhelm Steinitz. O norte-americano Morphy, um extraordinário prodígio, venceu todos os seus mais fortes oponentes, incluindo o próprio Anderssen, durante sua curta carreira entre os anos de 1857 e 1863. O sucesso de Morphy originou-se de uma combinação de ataque fulminante e profunda estratégia. Este esquema foi mais tarde reinventado e descrito pelo outro mestre e teórico, o alemão Wilhelm Steinitz. Steinitz iniciou uma outra importante tradição: após o seu triunfo sobre o proeminente mestre alemão Johannes Zukertort, em 1886, foi considerado como o primeiro campeão mundial de xadrez. Steinitz veio perder a coroa somente em 1894 para um jovem filósofo e matemático alemão, Emanuel Lasker, que manteve o seu título por 27 anos, a mais longa permanência como campeão do mundo de todos os tempos. Lasker foi o primeiro enxadrista a utilizar métodos psicológicos contra seus adversários Mas foi o prodígio cubano, o diplomata José Raúl Capablanca, campeão do mundo no período compreendido entre 1921 e 1927, que colocou um fim no reinado germânico do mundo do xadrez. Capablanca amava posições simples e os finais de jogo; permaneceu imbatível nos torneios por oito anos até 1924. Capablanca é considerado nos dias atuais como o maior talento natural da história do enxadrismo e o maior enxadrista hispânico de todos os tempos. Seu sucessor foi Alexander Alekhine, um forte atacante, que faleceu como campeão do mundo em 1946, tendo perdido seu título por um breve período de tempo para o enxadrista holandês Max Euwe em 1935, conquistando-o novamente dois anos depois. No período compreendido entre as duas grandes guerras mundiais, a teoria enxadrística foi revolucionada por uma nova escola de pensamento conhecida como Hipermodernismo, liderada por Aaron Nimzowitsch e Richard Réti. Eles negavam a validade absoluta dos princípios da escola posicional que tinha sido estabelecida por Steinitz e Tarrasch. Os hipermodernistas defendiam o controle à distância do centro do tabuleiro por meio de peças, em lugar de ocupar as casas centrais com peões, convidando os adversários a ocupar o centro com seus peões que logo se tornariam alvos de ataque. Desde o final do Século XIX, o número de torneios e matches entre mestres vem rapidamente crescendo. Em 1914, o título de grande mestre foi pela primeira vez conferido oficialmente pelo czar russo Nicolau II aos cinco finalistas do torneio de São Petersburgo: Capablanca, Lasker, Alekhine, Tarrasch e Marshall. Esta tradição continua sendo seguida pela FIDE, fundada em 1924, até os dias de hoje.

O Xadrez no Brasil:

No Brasil, os campeonatos nacionais ocorrem desde 1927, sendo que o primeiro campeão foi Souza Mendes em campeonato disputado no Rio de Janeiro. O primeiro campeonato brasileiro feminino ocorreu em 1960 na cidade de Brusque e a primeira campeã foi Dora Rúbio. Em 2007, o campeão brasileiro é o GM Giovanni Vescovi e a campeã de 2008, a MIF Joara Chaves.
Na literatura enxadrística, o Xadrez Básico, escrito pelo médico Orfeu D’Agostini, influenciou gerações de enxadristas brasileiros, assim como o Manual de Xadrez, de Idel Becker e publicado em 1948. O Xadrez Básico tornou-se um best-seller no Brasil, tendo sido publicado pela primeira vez no ano de 1954. Na atualidade, um dos autores mais importantes é Rubens Filguth que escreveu uma biografia de um dos mais importantes enxadristas brasileiros, intitulada Mequinho, o perfil de um gênio, a obra de referência Xadrez de A a Z e organizado a coletânea de ensaios A Importância do Xadrez, dentre outras obras.
Henrique Mecking, mais conhecido como Mequinho, é considerado o mais importante enxadrista brasileiro, tendo alcançado o seu auge no ano de 1977, quando foi considerado o terceiro melhor jogador do mundo, superado apenas por Anatoly Karpov e Viktor Korchnoi. Todavia, uma doença grave, a miastenia, que compromete seriamente o sistema nervoso e os músculos, fez Mequinho abandonar as competições em 1978. No estágio mais grave da doença passou a frequentar os cultos da Renovação Carismática Católica. Ao se recuperar, passou a dedicar-se integralmente à religião, mas sempre alimentou a esperança de voltar a jogar xadrez. Finalmente voltou a jogar em 1991, num match de seis partidas contra o grande mestre Pedrag Nikolic. Em 2001, venceu Judit Polgar, a maior enxadrista do mundo. Mequinho vem participando de diversos torneios pela Internet e é atualmente um Grande Mestre Internacional, com uma pontuação de 2.565 no rating FIDE, ocupando a quarta posição no ranking brasileiro no início de 2008.

Curiosidades sobre o xadrez:

O desafio mais importante da matemática ligada ao enxadrismo foi o desenvolvimento de algoritmos que possibilitassem que uma máquina pudesse jogar xadrez. A idéia de criar tal máquina data do século XVIII. Por volta do ano de 1769, o autômato enxadrista conhecido como O Turco tornou-se famoso na Europa. Neste caso, o Turco era apenas uma fraude engenhosa e suas pretensas habilidades como exímio enxadrista eram proporcionadas por um anão, que escondido dentro de suas engrenagens, operava o braço mecânico do autômato com perfeição.


Fonte de pesquisa: Wikipédia

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Movimentos das peças

O rei (branco ou preto) se movimenta (anda)
1 casa de cada vez em todos
os sentidos
"horizontal, vertical e na diagonal"

A dama (branca ou preta) anda também em
todos os sentidos
"horizontal, vertical e na diagonal",
quantas casas quiser, desde que desocupadas.

A torre (branca ou preta)
anda somente na horizontal e vertical,
desde que desocupadas.


O bispo (branco ou preto)
movimenta-se somente na diagonal
(casa branca) diagonal branca
(casa preta) diagonal preta.

O cavalo (branco ou prteto), anda 3 casas,
lembrando a letra "L"
é a única peça que pula (salta)
sobre as outras peças.

O peão (branco ou preto), anda
somente para frente
1 casa de cada vez,
no 1º movimento pode andar
1 ou 2 casas e captura na diagonal

As peças de xadrez















O xadrez é disputado (jogado) em um tabuleiro com 64 casas, brancas e pretas, 32 peças sendo 16 peões (8 brancos) e (8 pretos), 4 torres (2 brancas) e (2 pretas) 4 cavalos (2 brancos) e (2 pretos) 4 bispos (2 brancos) e (2 pretos) 2 damas (1 branca) e (1 preta) 2 reis (1 branco) e (1 preto).
Cada peça realiza um movimento diferente da outra, com o objetivo de atacar ou capturar o rei adversário.

Reis (branco e preto)








Damas (branca e preta)







Torres (branca e preta)








Cavalos (branco e preto)









Bispos (branco e preto)








Peões (branco e preto)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Ensinando a jogar xadrez



MOVIMENTO: é o deslocamento de uma peça de uma casa para outra, que não esteja ocupada.
CAPTURA: é o movimento de uma peça para uma casa já ocupada pelo adversário.
Neste caso, tira-se a peça adversária, colocando a própria peça em seu lugar.
A captura é opcional.
Cada tipo de peça obedece a movimentos diferentes.



Tabuleiro de xadrez com a
s peças na posição inicial

MOVIMENTO: é o deslocamento de uma peça de uma casa para outra, que não esteja ocupada.
CAPTURA: é o movimento de uma peça para uma casa já ocupada pelo adversário.
Neste caso, tira-se a peça adversária, colocando a própria peça em seu lugar.
A captura é opcional.
Cada tipo de peça obedece a movimentos diferentes.

O REI: (branco ou preto) move-se ou captura peças em qualquer sentido, uma casa de cada vez. Os reis nunca podem ficar um ao lado do outro.
Na figura abaixo, o rei branco pode capturar o peão preto ou mover-se para uma das casas indicadas. O rei preto tem apenas cinco opções: capturar o cavalo ou ocupar uma das casas assinaladas.
Atenção: o rei é a única peça que não pode ser capturada, ao ser atacado fica em cheque



















A DAMA: (branca ou preta) move-se ou captura em qualquer sentido (horizontal, vertical e diagonal), quantas casa quiser, desde que seu caminho não esteja obstruído por alguma peça da mesma cor.
Abaixo, a dama branca pode capturar o bispo preto, ou ocupar uma das casas assinaladas, mas não pode saltar sobre a torre branca ou sobre o peão branco.



















A TORRE: (branca ou preta) move-se ou captura nas colunas (horizontal e vertical), seguindo num único sentido em cada lance. Abaixo, a torre preta pode capturar a dama branca, ou ocupar qualquer uma das casas marcadas, mas a sua passagem está bloqueada pelo peão preto.



















O BISPO: (branco ou preto) move-se ou captura pelas diagonais, seguindo num único sentido em cada lance. Cada jogador tem dois bispos, um anda pela casas brancas e outro pela casas pretas. Abaixo, o bispo branco pode capturar a dama preta ou ir para qualquer casa assinalada. Note que o cavalo branco está obstruindo parte de uma diagonal.



















O CAVALO: (branco ou preto) é o único que salta sobre as peças (pretas ou brancas).
O movimento do cavalo assemelha-se à letra "L", formada por três casas, a partir da casa inicial do lance.




















O CAVALO: (branco ou preto) captura somente a peça adversária que esteja na casa final do seu salto. Abaixo, o cavalo branco pode capturar o bispo preto, ou ocupar qualquer casa assinalada. A torre branca bloqueia um dos sues movimentos. Observe que nem os peões pretos e nem o rei branco impedem os seus saltos.




















O PEÃO: (branco ou preto) move-se para a casa à sua frente, desde que não esteja ocupada. Ao ser movido no seu primeiro lance, cada peão pode andar uma ou duas casas. O peão é a única peça que captura de maneira diferente do seu movimento. A captura é feita sempre em diagonal, uma casa apenas. O peão nunca se move nem captura para trás. Abaixo, o peão branco central pode escolher entre capturar a torre ou o cavalo das pretas. Os pontos indicam os movimentos possíveis dos peões brancos. Note que os dois peões de cores contrárias, situados frente a frente, não podem ser movimentados.